REVISÃO DO GÊNERO Acacia – ATIVIDADES BIOLÓGICAS E PRESENÇA DE FENÓIS DERIVADOS DO NÚCLEO FLAVÂNICO
REVIEW OF Acacia GENUS – BIOLOGIC ACTIVITIES AND PHENOL DERIVATIVES WITH FLAVANIC NUCLEUS
ANDRADE, Claudia; PEITZ, Cristina; SILVA, Claudia da; MIGUEL, Marilis Dallarmi; MIGUEL, Obdulio Gomes; KERBER, Vitor Alberto*
* Autor para envio de correspondências: Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas – UFPR. Av. Lothário Meissner, 3400, CEP 80.210-170, fone: 0xx41 360-4107; e-mail kerber@ufpr.br
INTRODUÇÃO
O gênero Acacia está incluído na família Leguminosae, subfamília Mimosoideae. A família Leguminosae é uma das maiores dentre as dicotiledôneas, compreendendo mais de 13.000 espécies reunidas em mais de 600 gêneros distribuídos mundialmente, principalmente nas regiões tropicais e subtropicais (JOLY, 1998).
Segundo ENGLER, citado por JOLY (1998), a família Leguminosae é dividida nas subfamílias Mimosoideae, Caesalpinioideae e Faboideae (Papilionideae); enquanto que para CRONQUIST (1988) o conjunto das subfamílias estão englobadas nas famílias Mimosoideae, Caesalpiniaceae e Fabaceae (Papilionaceae).
As espécies das subfamílias Caesalpinioideae e Mimosoideae são encontradas principalmente nas regiões tropicais, enquanto que os representantes das Faboideae estão em regiões temperadas, preferencialmente (BARROSO, 1991).
A subfamília Mimosoideae, encontra-se distribuída nas regiões tropicais, subtropicais e cálido-temperadas, com 50 a 60 gêneros que englobam aproximadamente 2.800 espécies, em sua maioria pertencentes aos gêneros Acacia, Mimosa e Inga (BARROSO, 1991).
O
gênero Acacia é um dos maiores nas Angiospermas (ENDRESS, 1994),
apresentando mais de 1.200 espécies (ENDRESS, 1994; BARROSO. 1991).
Encontram-se como árvores, arbustos ou trepadeiras lenhosas (BURKART, 1979).
São
encontradas em regiões tropicais e subtropicais, sendo muito abundantes em
savanas e matas, bem como em matas xerófitas, na América tropical, África, Ásia
e Austrália, sendo nesta última onde se encontra a maioria das espécies,
manifestando um extraordinário endemismo e proliferação evolutiva de espécies
com filódios (BURKART, 1979).
ATIVIDADES
BIOLÓGICAS
Diversas
espécies deste gênero são utilizadas como ornamental; por sua madeira, em
marcenaria, como lenha, ou para obtenção de carvão; em curtumes, devido a
presença de taninos; para extração de gomas; pelas essências florais,
empregadas em perfumaria; fixação de dunas; formação de cercas vivas, com as
espécies aculeadas e todas apresentam flores melíferas (CORREA, 1984;
BIJRKART, 1979).
Diversas
espécies de Acacia são utilizadas tradicionalmente para o tratamento
das mais diversas patologias. Na Somália utiliza-se a goma da A. tortilis
corno medicamento contra a asma, conhecido como Qurac, os ativos foram
encontrados como sendo quracol A
(1-(2,4-dihidroxifentil)-3-(3-hidroxifenil)-propan-2-ol, quracol B e fisetinidol
(1-(2,4-dihidroxifenil)-3-(3,4-hidroxifenil)-propan-2-ol (HAGOS; SAMUELSSON,
1988). Acacia nilotica é utilizada para tratamentos de
enfermidades do trato respiratório, diarréias e hemorróidas, devido às suas
propriedades tônicas, adstringentes e estimulantes (NABI et a/, 1992).
No Zimbábue esta planta é utilizada no tratamento ria DST (KAMBIZI; AFOLAYAN,
2001). Acacia mellifera e A. kirkii são utilizadas no tratamento
do câncer. Na amenorréia é empregada a A. pentagona. Em crises asmáticas
é utilizada A. polycantha. Na esquistossomose é empregada a raiz da A.
robusta (CHHABRA et aI., 1990). As sementes da A. concinna são
utilizadas para o tratamento de doenças da pela (SEKINE et al., 1997).
Porém,
também foram observados efeitos tóxicos com espécies da Acacia como A.
berlandieri e A. riqula, devido a presença de alcalóides e aminas
tóxicas, conduzindo a ataxia locomotora e efeitos sobre a fertilidade de
ovelhas e cabras (CLEMENT, 1997), (CLEMENT; GOFF; FORBES, 1998).
Efeito
antimicrobiano foi verificado com extratos de diversas espécies de Acacia.
Extratos de A. Koa demonstraram atividade contra Pseudomonas
aeruginosa (BUSHNELL et al., 1950) e da A. Robusta contra cepas de Staphylococcus
aureus e Escherichia coli (KHAN, et al., 1980). Extratos da A.
angustifolia inibiram o crescimento de cepas de Staphylococcus aureus,
Bacilus subtlis, Klebsiella pneumoniae e Candida albicans (HOFFMANN
et al., 1993).
O
extrato metanólico das cascas da A. Senegal inibiu o desenvolvimento de Streptococcus
mutans, Actinomyces viscosus e da levedura Candida albicans (KHAN;
NGASSAPA; MATEE, 2000).
Utilizando
extratos hexânicos e metanólicos da A. senegal e A. nilotica.
ALI et al. (2001) obtiveram inibição das cepas de E. coli e de Staphylococcus
aureus.
Significativa
ação sobre bactérias Gram positivas e negativas e negativas foi demonstrada
com extratos da Acacia nilotica (KAMBIZI; AFOLAYAN, 2001). Os extratos
aquoso e etanólico dos frutos da A. nilotica apresentaram atividade contra
cocos Gram positivos e bacilos Gram negativos, enquanto que o extrato hexânico
apresentou atividade contra Candida albicans (MUSTAFA; TANIRA; NSANZE,
1999). Devido ao teor de taninos, o extrato das suas folhas demonstrou efeito
antimicrobiano sobre Clostridium perfringens (SOTOHOY; ISMAIL; MUELLER,
1995). Extratos aquosos e etanólicos desta espécie também demonstraram
atividade contra Streptococcus pyogenes, Stapphylococcus aureus e Klebsiella spp
(CHANDEL; SHAH; TRIPATHI, 1993). Com o extrato metanólico dos frutos desta
mesma espécie (SHA et al., 1997) obteve bloqueio da agregação plaquetária
mediada pelo ácido araquidônico. Estudos com esta espécie permitiram a
observação de atividades antipiréticas e antiinflamatórias (DAFALLAH;
MUSTAFA, 1996); antihipertensiva, antiespasmódica (GILANI et al., 1999); atuação
considerável in vitro sobre a replicação viral do HIV-1 (HUSSEIN et
al., 1999) e contra Plasmodium falciparum (EL-TAHIR et al., 1999).
Efeito
hipotensor em cães e ratos foi observado com o extrato aquoso dos galhos da A.
catechu (SHAM; CHIU; PANG, 1984). Uma potente ação hepatoprotetora foi
observada com extratos desta espécie (JAYASEKHAR; MOHANAN; RATHINAM, 1997).
Os
extratos etanólicos da A. nilotica e A. farnesiana demonstraram
uma intensa atividade hipoglicêmica (WASSEL et al., 1992).
Estudos
realizados com diversas espécies de Acacia demonstraram ação contra
ovos do molusco Planorbis corneus (GUREVICH, 1948). Atividade contra Biomphalaria
alexandrina, molusco envolvido na transmissão da esquistossomose, foi
observada com a A. nilotica (ELSHEIKH et al., 1990; NAZIF et al., 2001).
E com a A. saligna (AHMED et al., 1999). Estudos dos extratos de espécies
de Acacia do Sudão, entre as quais a A. albida e a A. seval,
demonstraram ação molusquicida contra Bulinus truncatos e Biomphalaria
pfeifferi, no controle da esquistossomose transmitida por estes caramujos
(AYOUB; YAKOV, 1985a). Na A. catechu esta atividade foi relacionada a
compostos fenólicos (AYOUB; YAKOV, 1985b). Atividades molusquicidas e
cercaricidas foram também constatadas com os extratos da A. concinna
(HYALIJ, 1999).
Atividades
antihelmínticas foram verificadas com o extrato metanólico da A.
auriculiformis (GHOSH et al., 1993, 1996; BABU et al., 1997; SARKAR et al.,
1998). A fração butanólica do extrato desta planta testada em camundongos,
apresentou potencial efeito antidepressivo (SAHAI; AGARWAL; RASTOGI, 1980).
Inibição
do crescimento da Entamoeba histolytica em cobaias com amebíase
intestinal foi verificada com a A. arabica (CHAKRABORTY; DAS, 1989).
Inibição
de proteínas quinase C em cérebros de ratos foi verificada com os derivados da
catequina extraídos da A. meianoxylon (POLYA; FOO, 1994).
Propriedades
antiinflamatórias, pela inibição da ciclooxigenases, foram observadas com a A.
rehmanniana (GRAW et al., 1997).
Atividades
antitumorais foram observados com extratos aquosos da A. decurrens
(OLIVEIRA, 1972), com a A. pennatuia (POPOCCA et al., 1998) e com a A.
laeta (NASSAR, 1999).
Forte
efeito antioxidante para variados ensaios foram demonstrados com as cascas da A.
confusa (TZEN et al., 2001).
No
gênero Acacia foi verificada atividade aleiopática com várias espécies,
interferindo na germinação e/ou no crescimento de diferentes espécies que se
desenvolvem ao seu redor (OHNO et al., 2001).
Forte
efeito alelopático foi verificado para a A. confusa com estudos
realizados por CHOU (1980).
A
germinação e o crescimento da raiz e hipocótilo de Trifolium pratense,
Trifolium repens, Phleum pratense e Lolium perenne frente as folhas e
flores da A. dealbata e dos solos coletados abaixo da planta foram
fortemente inibidas (REIGOSA; CASAL; CARBALLLIRA, 1984; BHASKAK; DASAPPA, 1986).
A
inibição da germinação do algodão, girassol, berinjela, tomate e pimenta,
bem como do crescimento da radícula e da plumula foram verificados com os
extratos das cascas e folhas da A. nilotica. O extrato das cascas
promoveu uma inibição maior que o extrato das folhas (SWAMINA; RAI; SURESH,
1989).
Observou-se
que sementes de arroz embebidas com o lixiviado das folhas da A.
auriculiformis sofriam redução da germinação, do crescimento e da matéria
seca acumulada da plúmula (JADHAV; GAYNAR, 1992).
Extratos
dos resíduos da decomposição da A. menoxylon em quatro diferentes
tipos de solo foram avaliados. Efeito inibitório sobre o crescimento da Lactuca
sativa foi observado para os extratos dos resíduos do início da decomposição
(GONZÁLES; SOUTO; REIGOSA, 1995).
Potencial
efeito alelopático sobre o milho (Zea mays) foi verificado pelas substâncias
produzidas pela A. xanthopholea (NSOLOMO; MRECHA; MAGHEMBE, 1995).
Inibição
do crescimento de Pennisetum glaucum foi obtido com extratos aquosos de
folhas, raízes, inflorescências da A. tortilis e por solos ao seu redor
(ANURAG; SHARMA; SAXENA, 1996).
Inibição
da germinação de sementes de gergelim e retardo no desenvolvimento da planta
foram observados com o extrato das folhas da A. senegal (FADL, 1997). O
extrato aquoso da A. pubescens inibiu a germinação de sementes de Lactuca
sativa (KITOU, 1999).
Diversos
metabólitos secundários como as cumarinas, taninos, glicosídeos e cianogênicos,
alcalóides, esteróides e flavonóides foram verificados no gênero Acacia.
Os flavonóides correspondem ao grupamento químico predominante neste gênero,
motivo pelo qual a presente pesquisa ateve-se a estes compostos.
Em
1951, MARINI-BETTOLO e FALCO relataram a existência de naringenina e extratos
hidrolisados de A. Iongifolia, o que foi comprovado com os estudos
realizados por KERBER (1993). Da fração acetato de etila das flores foram
obtidos naringenina conjuntamente com os heterosídeos 5-b-D-galactosil-naringenina
e 5-b-D-glucosil-naringenina
(SILVA, 2001) e a aurona 4-O-galactosil aureusidina (PEITZ, 2003). Catequina e
galo-catequina foram identificadas nas folhas por TINDALE e ROUX (1969). Foi
isolado por ANAM (1997) uma nova flavanona (5,2’,
5’-trihidroxi-6,7-dimetoxiflavanona) das raízes da mesma espécie.
Da
A. catechu foram obtidos campferol, quercetina, iso-rhamnetina,
di-hidrocampferol (PARIS, 1953; DESHPANDE; PATIL, 1981), catequina (AZUINE;
BHIDE, 1994), quercetina-3-O-rhamnosídeo, quercetina-3-O-galactosídeo,
quercetina-3-O-arabinosídeo, 3-metilquercetina e di-hidro-quercetina (SHARMA et
al., 1997; 1999).
Do
pólen da A. dealbata foram obtidos a rutina, a quercetina, a robinetina,
a miricetina e a naringenina-5-diglucosídeo (TAPPI et al., 1955; SPADA e
CAMERONI (1955; 1956). Nas flores desta mesma espécie foi relatada e presença
de 6’-O-glucosil-naringenina-chalcona (IMPERATO, 1982 a) e
6’-O-diglucosil-naringenina-chalcona e uma aurona, o cernusídeo (IMPERATO,
1982 b). Cianidina, delfinidina e epicatequina foram isoladas desta mesma espécie
por KIRILLOVA e KONDZHARIYA (1987).
Análises
químicas do extrato das cascas e cerne da A. mollissima permitiu a obtenção
de uma leuco-robinitinidina monomérica, a leuco-fisetina (ROUX; EVELYN, 1958),
fustina e fisetina (ROUX; PAULUS, 1960).
Da
A. interdexta CLARK-LEWIS et al. (1961) obtiveram a leucoantocianidina
teracacidina. O composto 3-metoxi-fisetina foi extraído do extrato acetato de
etila e aquoso da mesma espécie por DREWES e ISLEY (1968) e mearnisitrina foi
detectada nas suas folhas (MACKENZIE, 1967).
Das
flores da A. papoya, espécie encontrada no Japão, NAUCHINI (1963)
isolou a rutina (quercetina-3-O-rutinosídeo). Rutina também foi obtida por
BENIMEL (1964), além da quercetina em espécies de Acacia no Chile.
De
diferentes espécies de Acacia foram isolados por CLARKE-LEWIS e NAIR
(1964) derivados flavânicos de 7,8,3’,4’,-tetrahidroxi-flavanona e
7,8,3’,4’-tetrahidroxiftavona.
Hiperosídeo
(3-D-galactosil-quercetina) foi isolado das flores da A. melanoxilon por
FALCO e VRIES (1964), enquanto que FOO (1987) isolou do extrato acetato de etila
do cerne desta planta os dihidroflavonóis
2,3-cis-3’4’7,8-tetrahidroxidihidroflavonol,
2,3-trans-3’4’7-trihidroxi-5-metoxidihidroflavonoI, 2,3-
Flavan-3,-4-diol
(teracacidina e análogos) foram obtidos do extrato metanólico do lenho e da
casca da A. auriculiformis (DREWES; ROUX, 1966). Estes compostos também
foram obtidos da fração butanólica do seu cerne por SAHAI; AGARWAL; RASTOGI,
1980), levando a obtenção do glicosídeo flavônico denominado auriculosídeo
(7,3’,5’-trihidroxi-4’-metoxiflaven-3’-glucosídeo); da extração com
acetona-água 4:1 do cerne da A. saxatilis (FOURIER et al., 1974)
e da A. cultriformis, utilizando extração com acetona (DU PREZZ;
ROUX, 1970).
Foram
isolados do extrato etanólico das folhas da A. saligna, quercitrina,
astragalin (campferol 3-glucosídeo), miricitrina (EL SlSSl; EL SHERBEINY,
1967), 7-O-b-D-glucosil-naringenina,
naringenina, 6-C-D-glucosil-naringenina, quercetina e quercitrina (EL SHAFAE; EL
DOMIATY, 1998).
Da
A. ixiphylla (CLARK-LEWIS DAINIS, 1968) obtiveram a
3-rhamnosil-rhamnetina.
Estudos
fitoquímicos em 61 espécies de Acacia originadas da Austrália.
realizados por TINDALE e ROUX (1969), permitiram a subdivisão em quatro grupos:
LORENTE
e colaboradores (1982) isolaram a naringenina-6-C-glicosídeo da A.
retinoides.
FOURIER
et al (1972), utilizando extração com acetato de etila e água 10:100, isolou
de cerne da A. nigrescens, 2,3-trans-flavan-3,4-cis-diol, representante
do grupo 3’, 4, 7, 8-tetrahidroxiflavonóides. Flavonóis metilados como o
3’,4’,7,8 tetrahidroxi-3-metoxiftavona;
4’,7,8-trihidroxi-3,3’-dimetoxiflavona e 4’,7,8-trihidroxiflavona foram
obtidos por MALAN (1993) do extrato acetônico do cerne da mesma planta.
Foi
isolado do extrato metanólico das folhas da A. farnesiana por THIEME e
KHOGALI (1974) a apigenina 6-8-Bis-C-b-D-glucopiranosídeo. SAHU et al. (1998) obtiveram diosmetina e
farnesina desta. Do extrato hidroalcoólico da vagem, BARAKAT et al. (1999)
obtiveram naringenina 7-O-b-(4”,6”-digaloil-glucopiranosídeo); miricetina 7-O-b-6’’-(galoilglucopiranosídeo);
quercetina-7-O-b-(6”-galoilglucopiranosídeo); naringenina 7-O-b-(6’’-galoilglucosídeo)
e campferol 7-O-b-(6”-galoilglucosídeo).
Análises
químicas da A. myrtifolia permitiram o isolamento da quercetrina (EADE
et al., 1973).
MALAN
e ROUX (1975) utilizando extração com acetona do cerne da A. giraffae e
A. galpinii, isolaram as leuantocianidinas teracacidina e melacacidina.
Proteracacidinas diméricas foram identificadas no extrato metanólico do cerne
da A. galpinii (MALAN; SIREEPARSAD, 1995; COETZEE et al., 1998).
Pesquisas
realizadas por THIEME e KHOGALI (1975) com o extrato metanólico de diversas espécies
de Acacia permitiram a obtenção de isoquercitrina (quercetina-3-glucosídeo);
hiperosídeo (quercetina-3-galactosídeo); além de quercitrina e rutina;
quercetina-3-soforosídeo; espiraeína (quercetina-4’-glucosídeo);
apigenina-8-C-glucosídeo; apigenina-6-C-glucosídeo apigenina-6,8-bis-C-glucosídeo;
miricetina-3-galactosídeo; miricetina-4-’metil-etér-3-rhamnosídeo;
luteolina-7 glucosídeo, catequina, galocatequina, epicatequina,
epigelocatequina, epicatequina-3-galato, epigalocatequina-3-gaIato.
Estudos
realizados com o extrato etanólico das flores da A. cyanophylla conduziram ao isolamento de
4,2’,4’,6’-tetrahidroxichalcona 4-glucosídeo (IMPERATO, 1978).
Das
flores da A. retinoides foi obtido
6-C-glucosil-naringenina (LORENTE et al., 1982).
Estudando
espécies de Acacia na Argentina, SUARES e colaboradores (1982) obtiveram
miricetina, iso-rhamnetina, epigenina e isovitexina.
Flavonóides
como o 2’,4’-dihidroxichalcona; 4’hidroxi-2’-metoxichalcona;
2’,4’-dihidroxi-3’-metoxichalcona; 2’,4’,4-trihidroxichalcona;
7-hidroxiflavanona, foram obtidos do extrato clorofórmico dos exsudatos das
folhas e caules da A. neovernicosa (WOLLENWEBER;
SEIGLER, 1982).
Estudos
realizados por VOIRIN eI al. (1986)
com as flores da A. latifólia permitiram
a obtenção de 3-O-b-D-glucosil-quercetina, 7-O-b-D-glucosilquercetina,
3-O-b-D-galactosil-quercetina,
3-O-triosil-quercetina, 3-O-b-D-glucosil-miricetina, 3-O-b-D-galactosiI-miricetina,
7-O-a-D-glucosil-taxifolina.
Das
cascas da A. nilotica foi isolada por
KHALID et al. (1989) a naringenina,
catequina e catequina-5-geloil-éster. Estudos realizados por AYOUB (1985 a) com
o extrato acetato de etila dos frutos e casca da A.
nilotica subespécies nilofica,
tormentosa e adstringens,
conduziram à obtenção de epigalocataguina 7-gaIato e epigalocatequina
5,7-cligalato.
Fisetinidol
foi obtido da goma da A.
tortilis (HAGOS, SAMUELSSON, 1988).
Foi
isolado das vagens da A. Ieucophloea a
luteolina, uma flavona tetrahidroxilada (KHAN et
al., 1990). Estudo químico dos extratos das flores revelaram a presença de
mirecetina, 3’-hidroxi-7-metoxiisoflavona, apigenina e apigenina 8-C-glucosídeo
(VALSAKUMARI e SULOCHANA, 1991), quercetina, quercitrina, campferol e rutina
(RAO et al., 1991).
Das
folhas da
A. raddiana submetidas à extração com etanol-água (1:3), ELMOUSALLAMY
et al. (1991) obtiveram 3-O-rutinosil-iso-rhamnetifna, 3-O-rutinosil-quercetina,
3-O-gentibiosil-quercetina, 3-O-galactosil-quercetina,
3-O-glucosil-galactosil-quercetina, 3-O-galactosil-quercetina.
Da
fração hexano/acetato de etila (5:2) do cerne da A.
caffra, MALAN (1995) isolou
análogos da teracicidina, o dímero proteracacidina. Continuando a pesquisa
juntamente com outros autores (MALAN et
al., 1997) obtiveram o dímero 7,8,4’-trihidroxiflavan-epioritin-4-a-ol.
Trabalhando com a mesma espécie, BENNIE et
al., (2000) obtiveram os triflavanóides epioritina-(4-b-(R)-3)-epioritira-4-b-ol e epimiquistol-(4-b-(R)-3)-epioritina-4-b-oI do extrato metanólico do cerne de mesma espécie.
No
Egito, NASSAR (1999) isolou das folhas da A.
laeta a apigenina-8-C-b-D-galactopiranosídeo
Do
extrato metenólico das folhas da A.
confusa foram obtidos miricetina-3-O-(2’’-O-galoil)-a-rhamnopiranosídeo
7-metil éter, miricetina-3-O-(3”-O-galoil)-a-rhamnopiranosídeo-7-metil-éter
e miricetina-3-O-(2”,3’’-di-O-galoiI)-a-rhamnopiranosídeo-
7-metil éter e miricatina-3-O-(2’’-O-gaIoil)-a-rhamnopiranosídeo-
7-metil éter (LEE et al., 2000; HUEI et al., 2000).
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